Essa mesma pergunta teve várias respostas: um me disse, ah… porque SIM. Outro me disse, porque simplesmente não consigo parar de jogar. Um terceiro me falou, é para me relaxar, passar o tempo, porque eu me divirto. Um outro me disse, não posso perder para o meu filho, fica mal né… outro ainda, meus amigos todos jogam…

No Japão, homens adultos com mais de 30 anos, vêm substituindo relacionamento presencial por eletrônico, a companheira virtual é criada ao gosto e interesses do internauta, com atualizações constantes, a “Mulher ideal”. Este sentimento tem se revelado suficiente e satisfatório por anos seguidos, sem despertar qualquer pretensão de substituição da virtual por uma de “carne e osso”.

Para o cérebro, não faz a menor diferença se a pessoa está brincando, jogando ou na vida real. Para o cérebro tudo é “real”. Esta atividade do cérebro vale tanto para jogos de guerra, com o objetivo de dizimar inimigos, quanto jogos lúdicos de aprendizagem de qualquer natureza. A Neurociência mostra que “o que se aprende brincando, não se esquece jamais”.

A College University, baseando-se em Neurociência, definiu a essência da Satisfação na comparação matemática entre a expectativa da pessoa sobre algo desejado e o que ela efetivamente obtém. Sempre que a expectativa é superada, a pessoa sente algo parecido com o que chamamos de Felicidade. A equação da Felicidade feita pelos neurocientistas de Londres já está sendo aprimorada. A nova equação vai levar em conta a mais relevante variável de satisfação ou frustração do ser humano: o outro.”

Ora, o princípio dos games é o de criar desafios através de metas a serem atingidas em forma de entretenimento. Desafios superados, o jogador recebe 2 tipos de recompensa: satisfação pessoal de ter superado, com a liberação de endorfinas na corrente sanguínea, os tais hormônios do prazer; além de recompensas do próprio game, como presentes, badges, elevação de nível, posicionamento no ranking, privilégios, etc. Porém, para a maioria dos jogadores, isto não basta, o maior prazer é ser melhor que o outro, ou seja, o 3º tipo de recompensa, estar entre os melhores do ranking. Só assim, experimentam a “Felicidade”.

Baseados nestas pesquisas da Neurociência, podemos dizer que a Felicidade pode ser acessada de forma virtual, interativa e temporária, e que ela é “viva”, pois precisa ser acessada, atualizada e compartilhada…

Glória Pereira, é Educadora, Coaching de Negócios e Empreendedora.